Presidente do Senado diz que venda da Petrobras não está ‘no radar’

Pacheco defende discussão com entes federativos sobre o tema

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STF decidiu em 2019 que privatização de estatais devem ser aprovadas por deputados e senadores (Foito: Pedro Gontijo/Senado Federal)
STF decidiu em 2019 que privatização de estatais devem ser aprovadas por deputados e senadores (Foito: Pedro Gontijo/Senado Federal)

Pouco depois de dizer a jornalistas que todos os entes federativos e a Petrobras precisam se envolver em uma discussão sobre a redução do preço dos combustíveis, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou no Twitter que não considera a privatização da estatal “no radar” neste momento.

“Em relação à privatização da Petrobras, já disse e reitero que acho fundamental que tenhamos um estudo sobre a possibilidade, o aprofundamento de modelos e análises. Mas não considero que esteja no radar ou na mesa de discussão neste momento a privatização da empresa”, disse na rede social.

O ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, entregou ao ministro da Economia, Paulo Guedes, pedido para iniciar os estudos de privatização da Petrobras e do Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), estatal responsável por comercializar o óleo e o gás extraídos da camada pré-sal. O ministro, recém-empossado no cargo, vai priorizar os estudos para a privatização da Petrobras e do Pré-Sal Petróleo S.A.

Caso o governo consiga dar andamento ao processo de privatização da Petrobras, o Congresso será uma das etapas. Em 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a privatização de estatais deve ser aprovada por deputados e senadores. Ainda segundo a Corte, apenas subsidiárias podem ser vendidas sem autorização do parlamento.