Promotores querem pena de morte para ex-aluno acusado de ataque em escola em Parkland

Há um mês, Nikolas Cruz é acusado de matar 17 pessoas a tiros na escola; marchas de estudantes pedem o controle de armas nos EUA

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Ao lado de uma de suas defensoras públicas, Nikolas Cruz é visto na corte de Fort Lauderdale, em 19 de fevereiro (Foto Reuters Mike Stocker
Ao lado de uma de suas defensoras públicas, Nikolas Cruz é visto na corte de Fort Lauderdale, em 19 de fevereiro (Foto Reuters Mike Stocker

Procuradores da Flórida querem pena de morte para Nikolas Cruz, ex-aluno acusado de massacre na escola Marjory Stoneman Douglas High School, em ataque a tiros no dia 14 de fevereiro, em que 17 pessoas foram mortas.

Michael Satz, procurador estadual do condado de Broward, apresentou a notificação à juíza Elizabeth Scherer a respeito da intenção de seu escritório de buscar pena de morte. A notificação citava diversas razões sob lei da Flórida para pena de morte. Estas incluem as acusações de que Cruz “conscientemente criou um grande risco de morte” para muitas pessoas, que o ataque a tiros foi “especialmente hediondo, atroz ou cruel”, e que foi realizado de uma “maneira fria, calculada e premeditada”.

Após a notificação, os advogados de Cruz repetiram oferta para Cruz se declarar culpado caso procuradores concordem em não buscar pena de morte na próxima audiência.

Marcha contra as armas

Estudantes em Parkland e em outras partes dos EUA (3.100 escolas) têm um protesto agendado para lembrar um mês do atentado. Os protestos têm o objetivo de não deixar morrer o debate sobre o uso de armas.  (Com informações da Reuters e Sunsentinel).