Putin está por trás do hackeamento das eleições americanas, dizem autoridades

Presidente russo, ex-agente da agência de espionagem soviética KGB, teria comandado pessoalmente a interferência nas eleições americanas

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Vladimir Putin foi da agência de espionagem soviética KGB antes de se tornar presidente

DA REDAÇÃO, COM ABC – O presidente da Rússia, Vladimir Putin, que serviu como chefe da agência de espionagem KGB no tempo da União Soviética, está pessoalmente envolvido no hackeamento do Democratic National Committee (DNC – Comitê do Partido Democrata) e nas tentativas de interferir nas eleições americanas, segundo informaram autoridades americanas e estrangeiras à rede de TV ABC News.

Um porta-voz do presidente russo disse nesta quinta (15) que isso é “um total nonsense”.

Indivíduos da comunidade de inteligência e espionagem diretamente envolvidos na investigação disseram à ABC que uma nova linha de informações estabelece uma comunicação direta entre Putin e uma tentativa dos militares russos para invadirem os computadores de entidades tanto Republicanas quanto Democratas.

A partir do momento em que os hackers conseguiram acesso aos sistemas do DNC, Putin começou a envolver-se diretamente no caso, diz a ABC.

As autoridades russas têm negado constantemente qualquer atividade de hackeamento relacionada à eleição americana.

Em outubro, a U.S. Intelligence Community (a comunidade de informações americana) disse que “está confiante de que o governo russo dirigiu o recente compromentimento dos e-mails de pessoas e instituições americanas.”

Na época, o escritório do Director of National Intelligence and the Department of Homeland Security, a mais alta autoridade do país no assunto, disse que “baseado no escopo e na sensibilidade desses esforços, apenas as mais altas autoridades russas poderia permitir essas atividades.”

Desde que ganhou a eleição, o presidente-eleito Donald Trump tem repetidamente questionado a conclusão da comunidade de informações de que os russos estiveram por trás do hackeamento das eleições.

Enquanto isso, o presidente Barack Obama ordenou uma completa investigação do caso, e a Casa Branca quer uma conclusão final antes da posse de Trump, no dia 20 de janeiro.