Quadrilha rouba mais de $1 milhão aplicando golpes em idosos no sul da Flórida

O grupo operou por mais de quatro anos em vários condados e lesou mais de 250 idosos

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Os golpes eram aplicados por telefone e fez mais de 250 vítimas no estado (foto: flickr)
Desde 2001, o estado retornou mais de $ 22.5 milhões para idosos vítimas de fraudes (foto: flickr)

Um juiz federal do estado da Geórgia determinou a prisão de Edtronda Simon, 41, acusada de comandar um esquema de golpes contra idosos no sul da Flórida durante quatro anos. A prisão aconteceu durante uma audiência de julgamento na última quinta-feira (17).

As investigações conduzidas pelo U.S. Attorney’s Office Southern District of Florida concluíram que de 2016 a 2020, mais de 250 idosos de Broward, Palm Beach, St. Lucie, Indian River e outros condados tiveram mais de $1 milhão roubados pelo grupo.

Em comunicado sobre o assunto emitido pelo órgão, a procuradora Ariana Fajardo Orshan, disse que este tipo de crime deve ser “vigorosamente combatido”.

“Pessoas que roubam idosos fingindo ajudá-los são os piores tipos de criminosos, porque exploram a confiança humana. Processaremos esses casos, a fim de proteger a integridade de nossos sistemas financeiros e evitar mais perdas financeiras e emocionais para estas pessoas”.

Segundo as autoridades, a líder da quadrilha operava os golpes desde Fayette County, onde reside, com a ajuda de seis comparsas que moram na Flórida: Shaumbrica Stubbs, Luclesse Vernesse, Samuel Charles, Ian Felder, Diedre Dixon y Shaquille Robinson.

Dois deles se declaram culpados. As acusações envolvem crimes de fraude de dispositivo de acesso, fraude bancária e roubo de identidade agravado.

Como aconteciam os golpes

De acordo com de queixa criminal, após uma pesquisa sobre o perfil da vítima, Edtronda entrava em contato por telefone se passando por funcionária de um banco. Ela dizia que as contas bancárias das pessoas haviam sido interceptadas, o que era falso, e oferecia para enviar um “representante do banco” à casa da vítima, para substituir o cartão de crédito ou débito por um novo.

Enquanto ela falava com a vítima para persuadi-la a informar dados confidenciais como o número da senha, um cúmplice chegava à casa da pessoa e recolhia o cartão de crédito ou débito prometendo voltar com um novo.

Eles usavam os cartões para retirar dinheiro em caixas eletrônicos, comprar money orders e esgotar o saldo o mais rápido possível, antes dos verdadeiros representantes dos departamentos antifraude dos bancos tomarem conhecimento de atividades ilegais.