Imigração

Repressão migratória afeta setor de transporte e reduz número de caminhoneiros nas estradas

Diferentes regiões do país já enfrentam escassez de mão de obra, atrasos nas entregas e aumento dos custos

Menos motoristas disponíveis significam fretes mais caros, prazos mais longos e maior pressão sobre os preços ao consumidor (Foto: Freepik)
Menos motoristas disponíveis significam fretes mais caros, prazos mais longos e maior pressão sobre os preços ao consumidor (Foto: Freepik)

Empresas de logística e frete relatam aumento das dificuldades operacionais após a retirada de milhares de caminhoneiros estrangeiros das estradas, muitos deles acusados de estar no país sem status migratório regular. Segundo reportagem da NBC News, a intensificação da política de repressão à imigração promovida pelo governo resultou na remoção de um número significativo de motoristas comerciais. A medida faz parte de um esforço da administração para endurecer o controle sobre trabalhadores imigrantes em segmentos considerados sensíveis à segurança pública e à legalidade trabalhista.

Companhias de diferentes regiões do país já enfrentam escassez de mão de obra, atrasos nas entregas e aumento dos custos operacionais. Em um setor que depende fortemente da regularidade das rotas e da disponibilidade de motoristas, qualquer redução abrupta provoca impacto imediato nas cadeias de abastecimento e nos contratos logísticos.

Outro fator que tem agravado o cenário é o fechamento de centenas de escolas de formação de caminhoneiros. O Departamento de Transporte anunciou que cerca de 550 centros de formação de motoristas comerciais (CDL) terão suas atividades encerradas após inspeções identificarem falhas graves de segurança, deficiência na qualificação de instrutores e irregularidades nos programas de treinamento. O movimento está associado às preocupações com o cumprimento dos requisitos legais, inclusive os de natureza migratória.

Estimativas da indústria indicam que o país já enfrentava um déficit de dezenas de milhares de motoristas antes mesmo do novo ciclo de repressão migratória. Agora, a combinação entre fiscalização mais rigorosa e endurecimento regulatório reduz ainda mais a oferta de profissionais e começa a produzir efeitos diretos sobre a economia.

Empresas de logística alertam para impactos inflacionários indiretos, uma vez que o transporte rodoviário é peça-chave no deslocamento de alimentos, combustíveis, bens de consumo e insumos industriais. Alguns estados questionam a pressão exercida por Washington para revisar ou revogar licenças concedidas a motoristas não domiciliados, sob a ameaça de perda de recursos federais destinados à infraestrutura.

Com informações da NBC News.

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