Revista “Playboy” deixará de ser publicada no Brasil

Última edição brasileira da revista sairá em dezembro; recentemente, versão americana do título também passou por mudanças e não trará mais mulheres nuas

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DA REDAÇÃO (com G1 e Folha) – É o fim de uma era. A editora Abril anunciou na quinta-feira (19) que decidiu pelo fim da publicação das versões brasileiras das revistas “Playboy”, “Men’s Health” e “Women’s Health” – todos os 3 títulos licenciados. No caso da “Playboy”, a última edição será a do mês de dezembro.

Segundo a Abril, os assinantes desses títulos terão seus “exemplares de dezembro entregues normalmente e poderão optar por outra revista do portfólio Abril, nas versões impressa ou digital”.

Em comunicado, a Abril informou que a retirada de circulação das revistas dá “continuidade à estratégia de reposicionar-se focando e dirigindo seus esforços e investimentos às necessidades dos leitores e do mercado”. A “Playboy” é editada no Brasil há 40 anos. Desde o início, pela Abril.

A Editora Abril vem reduzindo, desde o ano passado, o seu portfólio de revistas. Em junho, vendeu 7 títulos para a Editora Caras, incluindo as marcas “AnaMaria”, “Arquitetura & Constução”, “Contigo!”, “Placar”, “Tititi”, “Você RH” e “Você S/A”.

Segundo dados do IVC (Instituto Verificador de Circulação), “Playboy”, “Men’s Health” e “Women’s Health” têm tido queda nas vendas no Brasil.

A “Playboy”, por exemplo, teve queda de 31,6% em agosto comparado com o mesmo mês do ano anterior, chegando à marca de 79.163 exemplares. Bem longe do recorde de vendas de 1,247 milhão de exemplares com a edição que trazia Joana Prado, a Feiticeira, na capa.

A queda no faturamento vinha minando a capacidade da revista de publicar fotos de estrelas. Em agosto, a “Playboy” era a 24º revista mensal em circulação no Brasil.

Sem nudez nos EUA
Em outubro, a Playboy americana anunciou a decisão de parar de publicar fotos de mulheres nuas em razao da concorrência de sites pornográficos.

A decisão de parar de publicar fotos de mulheres nuas foi tomada após uma reunião com o fundador da revista e editor-chefe, Hugh Hefner. “Você agora está a um clique de distância de cada ato sexual imaginável, de graça”, disse Flanders, segundo o “New York Times”. “Por isso, a essa altura, é apenas passado.”

Com a popularização da pornografia na internet, a Playboy, que vendia 5,6 milhões de cópias em 1975, não vende mais do que 800 mil atualmente nos EUA. ?

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