Startups brasileiras inovam na luta contra o câncer

Empresas criam soluções simples para acompanhamento e diagnóstico de pacientes

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César Filho é fundador da WeCancer
César Filho é fundador da WeCancer

DA REDAÇÃO – De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o câncer é a segunda principal causa de morte no mundo e é responsável por 9,6 milhões de mortes em 2018. No Brasil, o último levantamento realizado pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil deve registrar cerca de 600 mil novos casos de câncer até o final do ano. O avanço da doença tem incentivado empreendedores de todo o país a criar soluções que aumentem a precisão dos diagnósticos e a eficiência dos tratamentos. As informações são da Pequenas Empresas Grandes Negócios.

Entre as startups brasileiras que vêm se destacando no setor, estão a WeCancer e a Ziel Biosciences.

Aplicativo ajuda pacientes de câncer
Aplicativo ajuda pacientes de câncer

Em um intervalo de apenas 11 meses, César Filho, 26, observou sua mãe ser diagnosticada e falecer devido a um câncer de ovário. Por conta disso, decidiu abandonar a faculdade de biologia para desenvolver uma solução que aumentasse a eficiência dos tratamentos – sobretudo no sistema público de saúde.

“Algumas consultas demoravam até 30 dias para serem agendadas. Durante esse período, os pacientes não tinham acompanhamento”, diz César. Lançado no início do ano, o WeCancer é um app no qual os pacientes registram sintomas e efeitos colaterais. Os dados são convertidos em relatórios. O modelo de negócio é baseado em parcerias com hospitais e instituições de saúde.

Criada em 2011 pelas sócias Caroline Brunetto, 35, e Daniela Baumann Cornélio, 44, a Ziel Biosciences é especializada em diagnósticos de câncer de colo de útero. A empresa paulistana tem como foco o SelfCervix, aparelho que permite a coleta caseira de amostras laboratoriais.

“Trata-se de uma ‘escovinha’ com a qual as pacientes podem coletar células sem ajuda médica. A ideia é oferecer uma alternativa ao exame tradicional de Papanicolau”, afirma Caroline. Para desenvolver o dispositivo, a startup já recebeu mais de R$ 3 milhões de investidores. A expectativa é que o SelfCervix seja lançado no mercado brasileiro até o final do ano que vem. ν