A temporada do futebol americano universitário termina nesta segunda-feira (19 de janeiro) com a decisão entre as equipes de Miami e Indiana. Pela primeira vez desde que o formato dos playoffs foi adotado na competição, uma equipe vai disputar o título “em casa”, já que o campus da University of Miami (UM) fica a meia hora do Hard Rock Stadium, palco da finalíssima. Mas, mesmo com a distância de 1.200 milhas entre Bloomington, Indiana e o Sul da Flórida, a expectativa é que as torcidas vão dividir igualmente as arquibancadas.
Não há favoritos. De um lado, Miami quer retomar o protagonismo do cenário nacional do esporte, já que o último dos cinco títulos conquistados foi há 24 anos. O time treinado por Mario Cristobal, que esteve em campo como atleta nos triunfos de 1989 e 1991, garantiu a vaga na fase decisiva a duras penas, mas as três vitórias nos playoffs mostraram que o objetivo é possível. Só que o Hurricanes terá pela frente um adversário sonhando em vencer o seu primeiro troféu. Para isso, o Hoosiers conta com o melhor jogador universitário da temporada, o quarterback Fernando Mendoza, que por ironia passou sua infância e parte da adolescência a poucos quarteirões de distância da UM.
“É um momento especial para a comunidade. Estamos preparados para o jogo mais importante desta organização, sabendo que a equipe de Indiana tem muitas qualidades”, disse Cristobal em entrevista coletiva. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tem casa em West Palm Beach (Mar-a-Lago) deve marcar presença na final, acompanhado de seu secretário de Estado, Marco Rubio, que foi representante da Flórida no Senado norte-americano até assumir o cargo no governo. Os dois não revelaram para quem vão torcer, mas a resposta não é difícil de imaginar.
