Suprema Corte aprova proibição de transgêneros nas Forças Armadas nos EUA

Apesar de protestos da comunidade LGBT, Corte validou a decisão do presidente Trump

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Manifestantes protestam em New York contra decisão de Trump de proibir transgêneros nas Forças Armadas, em 26 de julho — Foto Reuters Carlo Allegri
Manifestantes protestam em New York contra decisão de Trump de proibir transgêneros nas Forças Armadas, em 26 de julho — Foto Reuters Carlo Allegri

A Suprema Corte bloqueou, nesta terça-feira (22), a entrada de transgêneros nas Forças Armadas americanas, apesar dos diversos protestos da comunidade LGBT.

A administração do presidente Trump afirmou em julho de 2017 que não permitiria o alistamento de pessoas transgênero, após ouvir generais e especialistas na área militar. Segundo ele, haveria um “risco muito grande para a efetividade militar e a letalidade”.

“Nossos militares devem se concentrar em vitórias decisivas e extraordinárias, e não podem se preocupar com os tremendos custos médicos e transtornos que seriam causados por transgêneros entre os militares”, escreveu no Twitter em 2017.

Tribunais questionaram a posição repetidas vezes – e a oposição à medida conseguiu algumas vitórias na Justiça. O governo Trump, porém, insistiu em garantir o cumprimento da medida em caráter emergencial, que agora foi validada pela Suprema Corte.

De acordo com a CNN, existem 8.980 pessoas que se identificam como transgêneros nas Forças Armadas.

A posição da Casa Branca é radicalmente distinta da postura adotada pelo governo do ex-presidente Barack Obama, antecessor de Trump.

De acordo com uma medida adotada durante a administração Obama, a partir de 1º de julho de 2017 as Forças Armadas deveriam começar a aceitar recrutas transgêneros. Mas o governo Trump alterou a data para 1º de janeiro de 2018, antes de reverter completamente a política.