Suspeito de matar 10 pessoas em Buffalo tinha planos de ‘continuar seu ataque de fúria’, diz FBI

Segundo autoridades, há evidências de  que o suspeito planejava abrir fogo em outra grande loja da região. O caso está sendo investigado como crime de ódio com motivação racial

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Payton Gendron, de 18 anos, foi preso na tarde de sábado (foto: Reuters)

Agentes do FBI disseram neste  domingo (15), que o acusado de matar dez pessoas em um supermercado na cidade de Buffalo, em New York, tinha planos de continuar o massacre. Payton Gendron, de 18 anos, se entregou à polícia neste sábado (14), após disparar com um rifle contra 13 pessoas, a maioria negra. Três sobreviventes foram levados para o hospital em estado grave.

Segundo as autoridades, há evidências de  que o suspeito planejava abrir fogo em “outra grande loja”  da região. “Ele ia entrar em seu carro e continuar dirigindo pela Jefferson Avenue, e então fazer a mesma coisa “, disse o oficial Joseph Gramaglia.

Gendron portava uma câmera acoplada a um capacete e transmitiu ao vivo sua chegada ao estacionamento do supermercado Tops, onde atirou contra quatro pessoas, três das quais morreram na hora. Na sequência ele entrou no estabelecimento e fez várias outras vítimas. Os administradores da  plataforma Twitch garantiram que a live foi retirada do ar com menos de dois minutos de transmissão e declararam estar “devastados” com o uso da ferramenta para divulgar “tamanha barbárie”. O FBI investiga o caso como ”crime de ódio com motivação racial. “É um crime racista e motivado pelo ódio. Os negros eram o alvo”, disse John Garcia, xerife do condado de Erie, onde fica Buffalo, à CNN.

As vítimas tinham idades entre 20 e 86 anos e entre eles estava um ex-policial que chegou a atirar no agressor,  mas o atirador  estava protegido por um colete à prova de balas e o matou.

Payton Gendron mora em Conklin, uma comunidade do estado de New York, e teria viajado  250 milhas até Buffalo. O jornal local The Buffalo News reportou que a arma usada no tiroteio era semiautomática e tinha epíteto racial e o número 14, símbolo da supremacia.

O presidente Joe Biden lamentou “mais este registro de violência armada na história do país”, e disse  que o “ódio permanece como uma mancha na alma da América”.

O massacre no supermercado do Buffallo é o mais recente de motivação racial nos EUA. Em 2019, um homem branco viajou várias horas pelo Texas e matou 23 pessoas em um Walmart em El Paso, onde grande parte da população é hispânica.