Mudanças de rotas, prêmios pagos por lotes ainda não taxados e aumento do frete encareceram toda a cadeia do café após o tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros. Torrefadoras americanas como J.M. Smucker (Folgers, Café Bustelo) e Keurig Dr Pepper já avisam: os custos serão repassados, e o consumidor vai pagar a conta.
Entre o início de agosto e sexta-feira (29), os contratos futuros do café arábica subiram de $2,84 para $3,75 por libra, representando quase 35%, a maior alta mensal desde 2014.
O café brasileiro é o mais consumido nos Estados Unidos, respondendo por 35% das importações de café verde, à frente do colombiano, que representa 27%. Essa dependência aumenta o impacto direto do tarifaço no preço do café para o consumidor americano.
O resultado vem aí: cafés mais caros em supermercados e cafeterias, e cápsulas e blends prontos também ficam mais pesados para o bolso do consumidor.