Tentativa de homicídio de brasileiro em Deerfield Beach é cercada de mistérios

Aderson Ferreira levou quatro tiros e está internado; polícia investiga o caso, mas não dá informações 

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Aderson está hospitalizado e crime está sendo investigado
Aderson está hospitalizado e crime está sendo investigado

DA REDAÇÃO – No dia 31 de março, o brasileiro Aderson Ferreira, também conhecido pelos amigos como “Polidor”, estava chegando em casa ao final de um dia de trabalho, quando um carro cinza com dois suspeitos parou ao lado de Aderson e disparou sete tiros, dos quais, quatro atingiram o brasileiro. Ele foi levado para o hospital, cujo nome não pode ser informado por questões de segurança, e, segundo um amigo próximo, está se recuperando bem. “Ele ainda deve ficar internado por um bom tempo, mas está melhorando e já está até conversando”, disse o amigo que preferiu não se identificar.

O caso está cercado de muito mistério, a polícia não passa detalhes da ocorrência e, mesmo a família que mora no Brasil está sofrendo com a falta de informações. O irmão da vítima, Abmael Ferreira, que também já viveu em Pompano Beach por mais de dez anos e hoje vive em Ipatinga-MG, entrou em contato com a redação do jornal. Ele reclamou que não tem acesso ao hospital para saber sobre o irmão e, muito menos, às informações sobre o que aconteceu no dia do crime. Ele conta, que nos primeiros dias, nem qual hospital o irmão estava eles sabiam e nem sobre seu estado de saúde.

“Tudo que sabemos vem por meio de terceiros. Meu irmão sofreu um atentado em Deerfield, foram sete disparos e quatro o acertaram.  Ele está hospitalizado em estado grave, mas a impressão que temos é que estão tentando abafar o caso. Fico me perguntando onde está a liberdade de expressão, já que a polícia não divulgou nada sobre o caso para a imprensa”, disse.

Abmael reclama, também, do Consulado-Geral de Miami que não ofereceu ajuda (veja resposta do Consulado ao final). A família Ferreira é de origem humilde e eles estão pedindo ajuda dos amigos para conseguir dinheiro para que a mãe de Aderson venha para a Flórida ficar perto do filho. “Estamos vivendo uma agonia muito grande pela falta de notícias. Quem puder nos ajudar, qualquer quantia será muito bem-vinda”, disse. O contato da família para ajuda é pelo email bepatinga@hotmail.com ou pelo telefone (31) 3827-4355.

Desconfiança

Como as informações estão desencontradas, Abmael afirma que “ouviu dizer e não pode confirmar nada” que a tentativa de homicídio do irmão pode ter alguma relação com a guarda da filha de Aderson que tem cinco anos. A mãe da criança perdeu a guarda e a menina vivia com o pai.  “Ele quem cuidava com muito carinho da filha. A mãe perdeu a guarda para ele”, disse. Ele ressalta que não pode afirmar nada e nem apontar culpados. “Estou apenas repassando o que me disseram, ninguém sabe o que de fato aconteceu”. A criança estaria sob custódia da polícia e a vítima também está sob segurança por meio de represálias. “Este deve ser o motivo pelo qual o crime está envolto em tanto mistério. Mas a família tem o direito de acompanhar”, concluiu Abmael.

RewardRecompensa oferecida

A ONG Crime Stoppers está oferecendo uma recompensa de $3 mil dólares para quem tiver informações que levem à prisão dos criminosos. O contato da ONG Crime Stoppers é pelo telefone (954)-493-8477 ou pelo site www.browardcrimestoppers.org . Não é necessário se identificar para fazer a denúncia.

Resposta do Consulado-Geral

O AcheiUSA entrou em contato com o Consulado-Geral do Brasil em Miami para saber mais informações sobre o caso e obteve a seguinte resposta:

“Em razão da natureza do caso, não é possível dar maiores informações, inclusive para preservar a segurança do nacional hospitalizado. Em todo o caso, o Consulado-Geral, sob orientação do Ministério das Relações Exteriores está, desde o início, em contato com a família e as autoridades policiais locais, a fim de prestar a assistência consular cabível. Atenciosamente,Consulado-Geral do Brasil em Miami”.