Terrorista invade clínica atirando e mata três no Colorado

Uma das vítimas é um policial de 44 anos; atirador foi capturado e está preso

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DA REDAÇÃO, COM ASSOCIATED PRESS — Um homem de 57 anos invadiu armado uma clínica médica da Planned Parenthood, em Colorado Springs, (CO) e abriu fogo, matando três pessoas, entre elas um policial, e ferindo outras nove, na sexta-feira (27) em seguida ao Thanksgiving. Após um cerco que durou horas, o homem rendeu-se e foi capturado. A polícia identificou o atirador como sendo Robert Lewis Dear, de 57 anos, morador da Carolina do Norte. Ainda não se sabe as razões do ataque.

“Ainda não temos informações sobre a saúde mental dele, suas ideias ou ideologias”, disse à imprensa a tenente da polícia Catherine Buckley.

Dear passava os dias numa cabana na Carolina do Norte, sem eletricidade ou água encanada, à beira de uma estrada de terra perto de Black Mountain, disse um vizinho à agência de notícias Associated Press. No sábado, havia uma cruz feita de galhos de árvore na parede da cabana.

Porta-vozes da Planned Parenthood disseram que nenhum funcionário se feriu. A organização não sabe as circunstâncias ou motivos do ataque, ou porque tornou-se um alvo.

O policial morto foi identificado como sendo Garret Swasey, de 44 anos, há seis anos na corporação e pai de um casal de filhos, de acordo com o website da igreja que ele frequentava, a Hope Chapel, em Colorado Springs, segundo a AP.

Até a manhã de sábado não havia detalhes sobre os dois outros cidadãos mortos no ataque. Cinco policiais e quatro civis ainda estão hospitalizados e passam bem, informou a polícia.

“Poderia ter sido muito pior se não fosse o heroísmo dos nossos policiais, ao cercarem o homem dentro do prédio.”, disse o chefe de bombeiros de Colorado Springs, Chris Riley.

O presidente Barack Obama condenou a violência.

“Isto não é normal. Não podemos deixar que se torne normal,” disse o presidente em nota. “Se realmente nos preocupamos com isso – se vamos mais uma vez oferecer nossas preces, sabe Deus quantas vezes mais, de consciência limpa – então precisamos fazer alguma coisa sobre a facilidade do acesso às armas de guerra por pessoas que não têm nada a ver com o seu uso. Ponto. Já é demais.”

Uma testemunha descreveu um cenário de caos logo após o primeiro tiro ser disparado, pouco depois do meio-dia.

Ozy Licano contou à AP que estava no estacionamento do prédio quando viu alguém rastejando em direção à porta da clínica. Ele tentou escapar com o carro quando o atirador o avistou.

“Ele saiu e nosso olhar se cruzou. Ele fez mira e começou a atirar”, contou Licano. Vi dois buracos aparecerem no meu para-brisa enquanto dava marcha-à-ré. Ele continuou atirando e eu comecei a sangrar.”

Licano conseguiu escapar e procurou abirgo numa loja.

“Ele tentou acertar minha cabeça. É muito estranho encarar uma pessoa assim. Mas ele não me venceu.”

Dentro da clínica, pacientes aterrorizados tentava se esconder onde podiam. Jeniffer Motolinia abrigou-se embaixo de uma mesa e gritou para seu irmão, Joan, instruções para cuidar dos três filhos dela caso o atirador a matasse. O irmão disse que podia ouvir os tiros enquanto a irmã falava. “Ela me pedia para cuidar das crianças caso morresse”, idsse Joan.

Algins conseguiram escapar do prédio e abrigaram-se num banco perto. Um veículo blindado foi visto retirando pessoas da clínica e levando para ambulâncias.

Depois que tudo acabou e o homem foi capturado, a polícia vasculhou o prédio e investigou equipamentos nao especificados que o atirador deixou do lado de fora da clínica e que poderiam conter explosivos.

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