O presidente Donald Trump autorizou, na segunda-feira, 5, a execução por pelotão de fuzilamento do ex-major Nidal Malik Hasan, condenado pelo ataque a tiros na base militar de Fort Hood, no Texas, que deixou treze mortos e trinta e dois feridos em novembro de 2009.
O aval do chefe do Executivo atende a uma recomendação formal do secretário de Defesa, Pete Hegseth. A última execução realizada pelas Forças Armadas ocorreu em abril de 1961, quando o soldado John Bennett foi enforcado na penitenciária militar de Fort Leavenworth, no Kansas, após ser condenado por estupro e tentativa de homicídio de uma criança.
Desde então, condenações à pena de morte determinadas por tribunais militares foram suspensas e convertidas em prisão perpétua ou permaneceram em tramitação por longos períodos em razão de recursos judiciais.
O ataque em Fort Hood
Em 5 de novembro de 2009, Hasan entrou no centro de processamento de pessoal de Fort Hood armado com uma pistola semiautomática. O local abrigava militares desarmados que se preparavam para missões no exterior. O atirador disparou contra as pessoas que estavam no local até ser atingido por policiais civis da base. Os ferimentos sofridos durante a contenção provocaram uma lesão permanente na coluna e deixaram Hasan paraplégico.
As investigações apontaram que o oficial passou por um processo de radicalização ideológica e manteve contatos com lideranças extremistas ligadas à Al-Qaeda. Durante o julgamento, Hasan alegou ter agido para impedir o envio de tropas americanas para operações no Afeganistão.
