Trump assina reforma para melhorar a qualidade do trabalho da polícia

Ordem executiva prevê a criação de um banco de dados único que vai conter o histórico de policiais; reforma é considerada limitada por grupos de direitos humanos

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President Trump assina reforma policial na Casa Branca em Washington (REUTERS/Leah Millis)

O presidente Donald Trump assinou nesta terça-feira (16) um decreto com objetivo de melhorar a qualidade do trabalho da polícia no País. Trump foi pressionado a fazer algo após semanas de protestos contra a violência policial, depois da morte de George Floyd.

A medida prevê que departamentos de polícia compartilhem o histórico de seus agentes. Dessa forma, um policial que já tenha abusado da força enfrente dificuldades em se realocar. Segundo presidente, os Estados Unidos vão incentivar o uso de novas armas não letais para diminuir os confrontos que resultam em morte. A imobilização com o joelho – a causa da morte de Floyd – será banida, a não ser em casos em que o agente esteja em risco de morte.

“Reduzir o crime e aumentar a qualidade (da polícia) não são objetivos opostos”, disse Trump nos jardins da Casa Branca. “Eles trabalham juntos. E é por isso que assino hoje um decreto que irá encorajar os departamentos de polícia ao redor do país a adotarem os padrões mais elevados para servir suas comunidades. Esses padrões serão os mais altos que existem no mundo”, afirmou.

Ao contrário do proposto por grupos ligados aos diretos humanos, que queriam diminuição dos recursos para as forças policiais, a medida de Trump prevê o aumento do investimento em equipamentos.

“Os americanos sabem da verdade: sem a polícia há caos. Sem lei há anarquia e sem segurança há catástrofe”.

O presidente não deu mais detalhes sobre o conteúdo da ordem executiva, mas afirmou que irá trabalhar junto ao Congresso para elaborar uma reforma mais sólida.

O senador republicano Tim Scott, está encarregado de elaborar o pacote de medidas. Espera-se que o texto seja publicado na íntegra ainda nesta semana. (Com informações da Reuters)