O presidente Donald Trump ainda avalia se permitirá a transmissão ao vivo da execução de Nidal Hasan, ex-major do Exército americano condenado pelo assassinato de 13 pessoas em uma base militar no Texas. O plano anunciado pelo Pentágono provocou críticas de parlamentares republicanos e democratas, além de organizações religiosas.
Hasan foi condenado à morte pelo ataque ocorrido em Fort Hood, em 2009, que também deixou 32 feridos. A execução por pelotão de fuzilamento está prevista para 3 de dezembro.
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, havia anunciado que a execução seria transmitida ao público. Mas Trump afirmou posteriormente que ainda decidirá sobre a exibição, considerando argumentos favoráveis e contrários.
Entre os críticos está o senador republicano Thom Tillis, que classificou a proposta como repugnante. Outros parlamentares alertaram que a transmissão poderia transformar Hasan em mártir e estimular novos atos de violência.
O secretário de Segurança Nacional, Markwayne Mullin, defendeu o plano e afirmou não enxergar risco adicional à segurança dos Estados Unidos.
Se realizada, será a primeira execução militar americana desde 1961. O último fuzilamento militar ocorreu em 1945. A defesa de Hasan ainda pode recorrer à Justiça e provocar o adiamento da pena.
