O presidente Donald Trump realizou, na noite de terça-feira (24), seu discurso anual ao Congresso, tradicionalmente conhecido como Estado da União. A fala, que entrou para a história como a mais longa já registrada, com cerca de 1 hora e 40 minutos, foi marcada por tom combativo, defesa enfática das ações de seu governo e críticas a adversários políticos. O pronunciamento ocorreu em meio a protestos de parlamentares democratas dentro e fora do Capitólio, evidenciando o clima de forte polarização no país.
Um dos momentos mais tensos da noite ocorreu quando o deputado democrata Al Green foi retirado do plenário após erguer um cartaz com a frase “Negros não são macacos”. A mensagem fazia referência direta a postagens publicadas recentemente em redes sociais ligadas ao governo, nas quais o ex-presidente Barack Obama e sua esposa, Michelle Obama, foram retratados de forma ofensiva como macacos.
Ao tratar da economia, o republicano afirmou que os Estados Unidos vivem uma “virada histórica”, citando crescimento, investimentos e geração de empregos. Ele destacou medidas adotadas por seu governo para proteger o mercado imobiliário residencial, afirmando que ações regulatórias e administrativas têm como objetivo impedir que grandes corporações e fundos de investimento comprem casas destinadas a famílias — prática que tem contribuído para a elevação dos preços e dificultado o acesso à moradia.
Na área da saúde, o presidente ressaltou medidas adotadas por sua administração que resultaram na redução dos preços de medicamentos, especialmente os de uso contínuo. Segundo ele, essa política representa um avanço na tentativa de tornar o sistema de saúde mais acessível.
Imigração e política externa
A imigração foi outro tema central do pronunciamento. Trump defendeu regras mais rígidas nas fronteiras e associou a imigração ilegal a problemas de segurança pública. As declarações motivaram reações imediatas de parlamentares democratas, que exibiram mensagens de protesto no plenário e criticaram o uso de uma retórica considerada alarmista.
No campo da política externa, o republicano adotou tom firme ao mencionar o Irã, reiterando que não permitirá que o país desenvolva armas nucleares. A fala provocou reação do governo iraniano e repercutiu fortemente na imprensa internacional. O governante também voltou a defender sua política de tarifas comerciais, mesmo após decisões judiciais que limitaram parte dessas medidas.
