Trump recebe jovens sobreviventes de massacres em escolas

Presidente garantiu que background check vai ser mais rigoroso daqui para frente

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O presidente dos EUA, Donald Trump, ouve estudantes de escolas onde ocorreram massacres durante reunião na Casa Branca, na quarta-feira (21) Foto Reuters Jonathan Erns
O presidente dos EUA, Donald Trump, ouve estudantes de escolas onde ocorreram massacres durante reunião na Casa Branca, na quarta-feira (21) Foto Reuters Jonathan Erns

O presidente Donald Trump prometeu que o País será mais rigoroso em checagens de antecedentes criminais e acompanhamento de saúde mental, após o ataque a uma escola na Flórida em que 17 inocentes morreram. O presidente recebeu jovens sobreviventes de massacres em escolas nesta quarta-feira (21), na Casa Branca.

Trump e seu vice-presidente, Mike Pence, receberam alunos, professores e parentes de vítimas da Marjory Stoneman Douglas, de Parkland, na Flórida, e também de Columbine, em 1999, e da Sandy Hook, em 2012.

Andrew Pollack, pai da jovem Maddow, morta em Parkland, deu um emocionado depoimento, reclamando que passou por rigorosos controles no aeroporto e até mesmo no elevador para chegar à Casa Branca, enquanto sua filha morreu dentro de uma escola. “Falo por ela, porque ela não está mais aqui. Vamos acabar com isso. Eu não vou parar enquanto não acabarmos com isso. Estou furioso”, afirmou.

Cary Gruber, cujo filho estava conversando com o pai por meio de mensagem de texto de dentro de um armário da escola de Parkland, disse que ele teve sorte o suficiente para ter o filho de volta em casa, mas outros não tiveram a mesma sorte. “Esse não é um assunto de direita ou esquerda. Não é política, pessoas estão morrendo e isso tem que parar. Se ele não é adulto o suficiente para comprar uma cerveja, ele não deveria poder comprar uma arma aos 18 anos. Isso é senso comum”, disse Gruber.

Ao longo da semana, milhares de estudantes em todos os EUA, especialmente na Flórida, se mobilizaram em passeatas para lembrar os mortos no massacre de Parkland e para pedir providências e mais controle ao acesso às armas. (Com informações da CNN e Reuters).