Um ano após invasão ao Capitólio, 40% dos americanos acreditam que houve fraude nas eleições

Invasão de eleitores de Trump inconformados com a derrota completa um ano nesta quinta-feira (6); “A democracia foi atacada, simplesmente atacada”, disse Joe Biden

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Milhares de apoiadores do ex-presidente Trump invadiram o prédio do Capitólio, sede do Congresso dos Estados Unidos, durante a sessão do dia 6 de janeiro que certificava a vitória do presidente Joe Biden nas eleições de 2020 (REUTERS/Shannon Stapleton/File Photo)

Mesmo sem qualquer evidência de que tenha havido fraude nas eleições presidenciais americanas, 40% dos eleitores acreditam que eleição de Joe Biden para presidente não foi legítima.

A pesquisa foi divulgada nesta quarta-feira (5), um dia antes de se completar um ano da invasão ao Capitólio em Washington DC. “É desanimador ver que um ano de o Congresso ser invadido por vândalos, muitas pessoas acreditam que as eleições foram fraudulentas”, afirma a coordenadora da pesquisa, Laura Wronski.

O levantamento feito pela Axios-Momentive mostra ainda que 55% dos entrevistados acreditam que as eleições foram legítimas.  A pesquisa foi realizada entre 1 e 5 de janeiro com 2.700 adultos.

No dia 6 de janeiro de 2020, centenas de apoiadores do governo Trump invadiram o Capitólio. Cinco pessoas morreram.

Dos 700 indiciados até agora pelo ataque, ao menos 100 admitiram ter vínculos com organizações extremistas ou supremacistas, como o movimento QAnon, os Proud Boys, os Oath Keepers e os Three Percenters.

Cerca de 70 foram condenados por crimes relacionados aos distúrbios. Mais de 220 são acusados de agredir ou impedir a ação de policiais no Capitólio. Mas a maior parte dos insurgentes não tinha laços com grupos radicais.

O presidente Joe Biden comentou o assunto nesta quinta-feira (6). “Nossa democracia foi atacada, simplesmente atacada. Pela primeira vez em nossa história, um presidente perdeu a eleição e não aceitou fazer uma transição pacífica de governo. Neste dia em que os ataques completam um ano, nós temos de estar certos de que isso nunca mais vai acontecer”, disse o presidente.