United impede embarque de duas adolescentes por estarem usando calça legging

Ativista estava em voo e testemunhou o ocorrido que foi um dos assuntos mais comentados do Twitter na noite de domingo (26)

0
8713
Companhia aérea e o Centers for Disease Control (CDC) trabalham para rastrear todos que estiveram a bordo (foto: wikimedia)
Companhia aérea e o Centers for Disease Control (CDC) trabalham para rastrear todos que estiveram a bordo (foto: wikimedia)

A empresa aérea United Airlines está sendo alvo de duras críticas na internet por impedir o embarque de duas adolescentes por estarem usando calça legging. Neste domingo (26), uma funcionária da empresa barrou o embarque das meninas e uma terceira criança de dez anos também foi barrada, mas pôde embarcar no voo entre Denver e Minneapolis após aceitar trocar de roupa. As informações são do jornal O Globo.

O episódio foi testemunhado pela ativista Shannon Watts, que publicou o ocorrido no Twitter, levantando grande polêmica nas redes sociais. “Ela (a funcionária) está forçando as garotas a mudarem de roupa ou colocarem um vestido para cobrir a legging ou não poderão embarcar”, escreveu Shannon. “Desde quando a United policia as roupas das mulheres?”.

Em entrevista ao “Guardian”, a ativista contou que a funcionária disse que “não é ela quem faz as regras, apenas as segue”. Segundo Shannon, uma “menina de 10 anos com uma legging cinza”, que “parecia normal e apropriada” foi forçada a trocar de roupa antes de embarcar.

A empresa aérea ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso, mas, pelo Twitter, respondeu diretamente a Shannon:

“As passageiras dessa manhã eram usuárias do passe da United que não estavam de acordo com a nossa política de código de vestimenta para viagens com o benefício”, disse a companhia. “No nosso contrato de transporte, regra 21, temos o direito de recusar o transporte de passageiros. Isso é deixado a critério dos agentes de portão”.

Os passes da United são concedidos a funcionários da empresa e seus parentes, que podem voar gratuitamente quando possível.

“Existe um código de vestimenta para viajantes com o passe, já que eles estão representando a United Airlines quando voam”, disse a empresa. “Trajes casuais são permitidos, desde que pareçam elegantes e de bom gosto para o ambiente local”.

Para Shannon, o comportamento da companhia foi “sexista e sexualiza as jovens garotas. Sem mencionar inconveniente para as famílias que foram envergonhadas”. “O pai delas, que pôde embarcar sem nenhum problema, estava vestindo short”, disse Shannon.

Em entrevista ao “Washington Post”, Jonathan Guerin, porta-voz da companhia, voltou a repetir que as garotas “não estavam de acordo com a política de vestimenta para as viagens pelo benefício”. Segundo Guerin, as adolescentes barradas no voo da manhã concordaram em trocar de roupa e foram reacomodadas em outro voo.