Vice de Hillary promete reforma imigratória em cem dias de governo

Em entrevista a emissoras de TV em espanhol, o senador Timothy M. Kaine afirma que, caso sejam eleitos, farão de tudo para que a reforma saia do papel

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Tim Kaine e Hillary Clinton
Tim Kaine e Hillary Clinton

DA REDAÇÃO (com Washington Post) – Tim Kaine, que concorrerá à vice-presidência ao lado da candidata Democrata Hillary Clinton, concedeu, em espanhol, uma entrevista à rede de TV Telemundo na qual disse apoiar a reforma do sistema migratório dos EUA. Ele repetiu a promessa da colega de partido de pressionar a favor de uma reforma migratória nos 100 primeiros dias no cargo.

“Hillary vai fazer isso nos primeiros cem dias de sua administração. Ela vai fazer um grande esforço junto ao Congresso para passar a reforma e, com minha experiência no Senado, com colegas dos dois partidos, eu vou trabalhar duro para ajudá-la nessa questão e em outras também”, disse Kaine.

Quando perguntado se os latinos deveriam votar nos Democratas, pois os Republicanos são a maioria no Congresso, Kaine explicou a sua visão sobre como uma reforma ampla passará.

“No Senado, nós ainda temos um acordo bipartidário de reforma do sistema. Muitos colegas republicanos estão dizendo que depois de janeiro, nós temos que resolver isso. Há um bom número de colegas Republicanos no Senado que são apoiadores”, disse ele. “Já na Câmara dos Deputados, é um pouco diferente, certo? Entretanto, Paul Ryan, o porta-voz, compreende os números. Ele entende os votos. Novembro será um sinal, uma mensagem bem clara sobre a vontade dos eleitores. Caso a Hillary seja presidente, o seu apoio à reforma migratória será um dos elementos mais importantes nesse esforço”, acrescentou. “Então, eu acho que ela vencerá e os eleitores enviarão uma mensagem bem clara de que queremos a reforma migratória. Paul Ryan e os outros líderes do Partido Republicano entenderão que, se quiserem um futuro para o seu partido, eles deverão tentar encontrar uma solução”.

Experiência em Honduras

Tim Kaine aprendeu espanhol na década de 80 quando trabalhou como missionário em Honduras. Ele falou sobre como o povo hondurenho sofre com a violência no país. “Eu espero poder trabalhar juntamente com os governantes desses países para ajudá-los em seu desenvolvimento econômico e ao combate à violência. Nossas nações têm que trabalhar juntas para acabar com essa situação”, disse.

“Eu não posso garantir que vamos conseguir fazer isso nos primeiros cem dias. Mas o que eu posso garantir é que haverá uma proposta para a imigração logo no início do governo. Queremos a reforma o mais rápido possível”, disse ao jornalista Jorge Ramos da Univisión.