Violinista brasileira ganha bolsa de estudos em escola de música em NY

Sara Arcanjo, de 18 anos, vai passar seis meses na Mannes School of Music graças a seu talento e determinação

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Sara Arcanjo se prepara para estudar em NY (Foto: divulgação da família)
Sara Arcanjo se prepara para estudar em NY (Foto: divulgação da família)

DA REDAÇÃO – A brasileira Sara Arcanjo, de 18 anos, embarcou na semana passada para viver um grande sonho em New York. A violinista ganhou uma bolsa de estudos para passar seis meses aprimorando seus conhecimentos musicais na Mannes School of Music. As informações são do jornal O Globo.

Moradora de Vargem Grande (RJ), a jovem começou a tocar instrumentos ainda criança, e aos 10 anos tornou-se aluna da Escola de Música e Cidadania (EMC), projeto mantido pela ONG Agência do Bem. Foi onde aprendeu a cantar e a tocar violino.

Além de conquistar uma bolsa de estudos, Sara conseguiu um emprego temporário no camping e centro de convenções Krislund Camp, onde ministrará oficinas de música para crianças. Tudo graças a muita persistência.

“Conheci o programa por mim mesma, pesquisando muito. Eles inicialmente me ofereceram oportunidades de trabalho temporário, o que inclusive eu gostei muito, mas queria mais do que isso. Então descobri que esse mesmo programa entrava em contato com as escolas, para conseguir bolsas em cursos diversos para estrangeiros. Depois de muitos e-mails, formulários e fichas, eu consegui uma”, orgulha-se.

Os vídeos que mandou mostrando sua performance também ajudaram. A jovem conta que se interessou pelo violino ao ver um primo tocando. Foi assim que entrou para a Escola de Música e Cidadania, destacou-se e tornou-se membro da Orquestra e Coro Nova Sinfonia, um desdobramento do projeto. Ela diz que, nestes quase nove anos na Agência do Bem, teve todo o apoio de que precisava para continuar estudando música:

“Minha família é de classe média baixa e meus pais sempre fizeram o melhor por mim e pela minha irmã. Eles batalharam tanto quanto eu para que esse e outros sonhos nossos fossem realizados. Agradeço e dou quase todo o crédito dessa oportunidade a eles, por terem dado o sangue pela minha felicidade. Ver que eu, com todas as dificuldades, tive essa chance foi algo incrível para eles, para os meus amigos e para os meus professores da EMC, que também me ajudaram tanto a chegar até aqui”.