Vítimas de crimes solicitantes do visto U poderão pedir autorização de trabalho

Governo anunciou que essas pessoas também serão protegidas contra deportação; até então, o solicitante do visto U não tinha nenhum benefício imigratório até a aprovação do visto

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Solicitantes do visto U precisam da certificação policial para dar andamento ao processo

O U.S. Citizenship and Immigration Services (USCIS) anunciou, nesta segunda-feira (15), que vítimas de crimes nos Estados Unidos que deram entrada no visto U, podem solicitar autorização de trabalho enquanto aguardam a aprovação do visto. Além disso, essas pessoas estarão protegidas da deportação até que o processo seja concluído.

O visto U foi criado para proteger vítimas de crimes como roubo, estupro, assalto, entre outros crimes graves. Imigrantes que sofreram um significativo abuso físico ou mental nos Estados Unidos podem se qualificar para esse tipo de visto, desde que estejam dispostos a colaborar com as investigações.

O governo deixa claro que, antes que o Employment Authorization Document (EAD) seja emitido, o solicitante do visto tem que comprovar que houve bona fide, ou boa fé, no processo. Uma certificação da polícia é necessária para dar andamento ao processo de visto.

“Hoje estamos dando alguns passos para ajudar vítimas de crimes e promover a segurança pública. Essas pessoas estão colaborando com a prisão de criminosos para manter a segurança da comunidade”, disse Mayorkas.

Para a advogada de imigração Renata Castro, a decisão representa uma grande conquista para as vítimas de crimes nos Estados Unidos. “Aos poucos, o governo tem mostrado que está do lado dos imigrantes. A decisão favorável aos solicitantes do visto U é de grande importância para essas pessoas que sofreram algum tipo de crime. Elas poderão trabalhar e não serão deportadas até que o visto seja emitido”, disse Renata.

A cada ano fiscal, são concedidos 10 mil vistos U e, anteriormente, eram necessários pelo menos cinco anos de espera para que a autorização de trabalho fosse concedida. Leia aqui a íntegra do documento.