Voluntários tentam evitar que manchas de óleo cheguem a Abrolhos

Arquipélago foi a primeira área do Brasil a receber título de Parque Nacional Marinho

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Abrolhos mantém a maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul (Foto: Cris Ferrari)
Abrolhos mantém a maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul (Foto: Cris Ferrari)

DA REDAÇÃO – Um dos tesouros naturais brasileiros, o Arquipélago dos Abrolhos, no litoral da Bahia, está correndo riscos com a chegada das manchas de óleo que atingem o Nordeste desde o fim de agosto. Graças ao trabalho de voluntários e pescadores, a situação não é crítica. Só esta semana foram retirados mais de 600 kg de petróleo das águas cristalinas da região, graças às redes bem finas usadas pelo grupo.

Abrolhos mantém a maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul, com mais de 1,3 mil espécies registradas entre fauna e flora. O conjunto de cinco ilhas a cerca de 75 km da costa baiana depende da mobilização popular, já que moradores da região denunciam que o poder público não tomou providências. “Qual é o plano? Alguém sabe?”, questiona o pescador Carlos Alberto Pinto, da Associação Mãe da Reserva Extrativista (Resex) de Canavieiras.

Todo o sistema de defesa foi montado com doações, inclusive de pequenas empresas. Sem recursos emergenciais, a forma encontrada foi produzir equipamentos com materiais dos próprios pescadores ou disponíveis no ambiente. Cerca de 600 pessoas participam desta iniciativa

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, afirmou, porém, que o governo faz um monitoramento especial da reserva ambiental de Abrolhos. Ele disse três navios estão nas proximidades do arquipélago e mais dois estão a caminho. De acordo com a atualização mais recente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), 268 localidades já foram atingidas pelo óleo, que voltou a aparecer nesta semana no Rio Grande do Norte, um dos primeiros estados atingidos.