O presidente Donald Trump afirmou que os recursos provenientes do petróleo venezuelano seriam direcionados à aquisição de produtos agrícolas, medicamentos, equipamentos médicos e bens industriais produzidos nos Estados Unidos, como parte de um acordo que, segundo ele, beneficiaria diretamente a economia americana. O republicano cancelou uma segunda onda de “ataques” devido à cooperação da Venezuela.
Trump apresentou a iniciativa como um avanço estratégico para os EUA, afirmando que o país passaria a ter um papel central no destino da produção petrolífera venezuelana. A declaração ocorre em um contexto de flexibilização seletiva de sanções e de negociações indiretas envolvendo a exploração e a comercialização do petróleo venezuelano, que detém uma das maiores reservas do mundo.
Se confirmada, a medida pode ter efeitos significativos sobre o comércio internacional da Venezuela, tradicionalmente diversificado entre parceiros como China, Rússia e países da América Latina. A obrigatoriedade de compras exclusivas nos Estados Unidos poderia reconfigurar fluxos comerciais, afetar preços internos e limitar a capacidade do país de negociar em condições mais vantajosas no mercado global.
Especialistas em relações internacionais apontam que o discurso presidencial não esclarece os termos legais do acordo, nem detalha como se daria, na prática, a imposição de compras exclusivas de produtos americanos. Também não está claro qual seria o papel do governo venezuelano na gestão desses recursos, nem se a medida foi formalmente aceita pelas autoridades de Caracas.
