Após sobreviver a uma tentativa de afogamento, o cachorro foi adotado pelo Delegado Geral da Polícia Civil do Estado, Ulisses Gabriel. O animal está envolvido em um dos episódios investigados no inquérito que apura a morte do cão comunitário Orelha, ocorrida na Praia Brava, em Florianópolis (SC). O caso de Caramelo ocorreu dias antes da morte de Orelha e envolve o mesmo grupo de adolescentes investigados. De acordo com as apurações, o cão teria sido levado ao mar no colo por um dos jovens, mas conseguiu escapar e sair da água com vida.
A adoção foi anunciada por Gabriel em suas redes sociais, que destacou o compromisso institucional da Polícia Civil com a proteção animal e afirmou que a decisão representa não apenas um ato pessoal, mas também um posicionamento público contra a violência praticada contra animais.
A iniciativa foi amplamente compartilhada e recebeu manifestações de apoio de internautas, protetores independentes e entidades ligadas à causa animal. Para muitos, Caramelo passou a representar a possibilidade de reparação simbólica diante da morte de Orelha, cão comunitário que vivia há anos na Praia Brava e acabou submetido à eutanásia após sofrer graves agressões.
As autoridades confirmaram que o caso de Caramelo segue sendo apurado no mesmo inquérito que investiga os atos de maus-tratos atribuídos aos adolescentes.
