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Trump lança plataforma com descontos em medicamentos prescritos

O governo reforça que o site não comercializa os produtos diretamente.

O alto custo dos medicamentos é um dos temas centrais do debate público, especialmente em meio às pressões inflacionárias e ao aumento do custo de vida (Foto: Freepik)
O alto custo dos medicamentos é um dos temas centrais do debate público, especialmente em meio às pressões inflacionárias e ao aumento do custo de vida (Foto: Freepik)

O presidente Donald Trump lançou oficialmente, na quinta-feira (5), o TrumpRx.gov, uma plataforma governamental criada com o objetivo de reduzir o custo de medicamentos prescritos. A proposta é funcionar como um hub de descontos, conectando consumidores a cupons, ofertas especiais e programas de preços reduzidos negociados com grandes fabricantes farmacêuticos. O governo reforça que o site não comercializa medicamentos diretamente.

Para acessar os benefícios, o consumidor deve entrar no site https://trumprx.gov, pesquisar pelo medicamento prescrito e verificar se ele está na lista de produtos com preços reduzidos. Em seguida, a plataforma apresenta as opções disponíveis, que podem incluir cupons de desconto, códigos promocionais ou links diretos para fabricantes e distribuidores parceiros.

O usuário pode então baixar ou imprimir o desconto, ou ser redirecionado para farmácias físicas ou on-line participantes, onde a compra é finalizada. O benefício é aplicado principalmente a pagamentos feitos fora de planos de saúde, sendo necessário apresentar o código ou seguir as instruções indicadas no site no momento da compra.

Entre os medicamentos incluídos estão tratamentos de alto custo para diabetes, obesidade, fertilidade e doenças crônicas, como os fármacos da classe GLP-1, a exemplo do Ozempic e do Wegovy. Esses medicamentos podem ultrapassar $ 1.000 por mês, e com o novo programa alguns deles passaram a ser ofertados com preços significativamente menores, em determinados casos abaixo de $ 300.

A Casa Branca informou que os descontos são resultado de acordos firmados com grandes empresas farmacêuticas, entre elas Pfizer, AstraZeneca, Eli Lilly, Novo Nordisk e EMD Serono. O modelo adotado segue o princípio da chamada “nação mais favorecida”, que busca alinhar os preços praticados no mercado americano aos valores cobrados em outros países desenvolvidos — uma diferença histórica que faz dos Estados Unidos um dos países com medicamentos mais caros do mundo.

Especialistas em saúde pública avaliam que a ferramenta beneficiará principalmente pessoas sem seguro de saúde ou com cobertura limitada, embora ressaltem que o alcance real da iniciativa dependerá da adesão das farmácias, da ampliação da lista de medicamentos contemplados e da manutenção dos acordos com os fabricantes.

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