O governo dos EUA orientou órgãos federais a aumentar o número de casos de desnaturalização. Uma diretriz para 2026 prevê o encaminhamento de 100 a 200 casos por mês ao Department of Justice. Se o ritmo for cumprido, o volume chegaria a até 2.400 ações em um ano — dezenas de vezes acima da média histórica.
Entre 1990 e 2017 os EUA abriram, em média, cerca de 11 casos por ano. Mesmo durante o primeiro mandato de Donald Trump, quando o tema ganhou mais destaque, o número anual ficou na casa de algumas dezenas.
Até agora, porém, os números seguem relativamente baixos. Desde 2025, cerca de 15 a 20 ações foram protocoladas em tribunais. O volume pode crescer de forma significativa caso a nova orientação seja mantida.
Não houve mudança na lei. A desnaturalização continua prevista na legislação e pode ocorrer por meio de ação judicial individual movida pelo Departamento de Justiça, com decisão de um juiz federal. O que mudou foi a prioridade administrativa: ampliar a identificação e o envio de casos à Justiça.
Além de fraude no processo de naturalização, passaram a entrar no radar casos ligados a crimes financeiros graves, tráfico humano, atuação com gangues ou cartéis e possíveis omissões relevantes no pedido de cidadania.
Com informações do The New York Times.
