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Ter um cão pode reduzir risco de morte e proteger o coração, apontam estudos

A convivência com cachorros está ligada a hábitos mais ativos, menos isolamento social e melhores indicadores de saúde cardiovascular.

A rotina de passeios e interação com cães pode estimular atividade física e reduzir o isolamento social, fatores ligados à saúde cardiovascular e à longevidade. Foto: Pexels

Ter um cachorro em casa pode trazer mais do que companhia. Um número crescente de estudos sugere que donos de cães tendem a viver mais e apresentam menor risco de doenças cardiovasculares em comparação com pessoas que não têm animais de estimação.

Pesquisas acumuladas ao longo de décadas indicam que quem têm pets — especialmente cães, que exigem caminhadas e interação diária — costumam apresentar melhores indicadores de saúde. A relação aparece com frequência em estudos que analisam atividade física, pressão arterial e longevidade.

Uma grande análise da revista científica da American Heart Association reuniu dados de 4 milhões de pessoas, e concluiu que donos de cães têm 24% menos probabilidade de morrer durante cerca de dez anos, independentemente da causa.

Entre pessoas que já sofreram infarto ou acidente vascular cerebral, o benefício observado foi ainda maior, com taxas mais altas de sobrevivência entre quem convive com cães.

Pesquisadores apontam que parte da explicação pode estar na rotina: a atividade física diária e redução do isolamento social, dois fatores associados à saúde do coração.

Especialistas, porém, ressaltam que os estudos mostram uma associação, e não uma relação direta de causa e efeito. Ainda assim, o conjunto de evidências indica que a convivência com cachorros pode favorecer um estilo de vida mais ativo e social ao longo do tempo.

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