O governo dos EUA intensificou o uso de um mecanismo pouco comum: a retirada da cidadania americana de imigrantes naturalizados. Segundo a NBC News, o Department of Justice já trabalha em pelo menos 300 investigações que podem levar à abertura de processos. E o número deve crescer.
A estratégia envolve uma força-tarefa nacional. O U.S. Citizenship and Immigration Services (USCIS), ligado ao DHS (Department of Homeland Security), está identificando possíveis casos e encaminhando entre 100 e 200 por mês para promotores federais.
O foco oficial são suspeitas de fraude no processo de naturalização, como omissão de antecedentes criminais ou informações falsas. Também entram na lista casos mais graves, como acusações de terrorismo, crimes de guerra ou fraudes contra programas públicos.
A chamada “denaturalização” sempre foi rara nos EUA. Durante o primeiro mandato de Donald Trump, pouco mais de 100 ações foram abertas em quatro anos. Agora, o governo fala em acelerar o ritmo para níveis inéditos, dentro da política mais ampla de restrição migratória.
Cerca de 800 mil pessoas viram cidadãs americanas todos os anos. Analistas consideram que a nova ofensiva vai ampliar a insegurança jurídica entre imigrantes naturalizados.
