Segundo o consórcio internacional de pesquisa climática Tropical Storm Risk (TSR), aproximadamente metade dessas tempestades pode se intensificar e atingir a categoria de furacão. Entre esses sistemas, três devem alcançar grande intensidade — categoria 3 ou superior — com ventos acima de 111 milhas por hora.
Entre os elementos que mais geram incerteza nas projeções para 2026 está a possível formação do El Niño ao longo do verão do hemisfério norte. Dados recentes da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) indicam que o sistema climático global está em transição de uma fase neutra para condições que podem evoluir para esse fenômeno entre o meio e o final do ano.
Meteorologistas afirmam que um dos fatores centrais para a atividade ciclônica continua sendo a temperatura da superfície do mar no Atlântico tropical. Águas mais quentes funcionam como combustível para o desenvolvimento e a intensificação de ciclones tropicais, o que dificulta previsões e estratégias de evacuação. Estudos conduzidos por instituições americanas indicam que esse processo tem se tornado mais frequente em um cenário de aquecimento global.
Especialistas ressaltam que a quantidade total de ciclones em uma temporada não determina necessariamente o nível de risco para a população. Um único furacão de grande intensidade que atinja áreas urbanizadas pode provocar prejuízos bilionários, além de danos estruturais generalizados, interrupções no fornecimento de energia e deslocamento de milhares de pessoas. Por isso, autoridades de defesa civil enfatizam que a preparação da população deve ocorrer anualmente, independentemente das previsões iniciais.
A temporada começa oficialmente em 1º de junho e termina em 30 de novembro, período em que se concentram mais de 97% dos ciclones tropicais registrados no Atlântico. Os primeiros boletins regulares dos centros de monitoramento costumam ser emitidos a partir de meados de maio. Durante esse intervalo, áreas como o Golfo do México, o Mar do Caribe e a chamada “região principal de desenvolvimento”, no Atlântico tropical, tornam-se ambientes propícios para a formação de tempestades.
A costa sudeste dos Estados Unidos — especialmente a Flórida — figura entre as regiões mais vulneráveis à passagem desses sistemas, devido à combinação de águas quentes, baixa altitude e grande densidade populacional em áreas costeiras. Em 2025, foram registradas 13 tempestades nomeadas, cinco furacões e quatro furacões de grande intensidade — resultado considerado acima da média.
