A Florida International University (FIU) abriu uma investigação para identificar participantes de um grupo de WhatsApp acusado de disseminar insultos raciais, comentários antissemitas, referências ao nazismo e linguagem homofóbica. Em alguns casos, as conversas também incluíam menções à violência contra minorias. A polícia do campus está colaborando com autoridades locais, estaduais e federais para avaliar possíveis implicações legais.
Os conteúdos foram compartilhados em um grupo privado criado por um dirigente do Partido Republicano no condado de Miami-Dade e incluía jovens ligados a organizações políticas conservadoras do campus universitário. Trechos divulgados pela imprensa mostram participantes usando palavras preconceituosas para se referir a pessoas negras, além de comentários depreciativos sobre judeus e outras comunidades.
Em comunicado oficial, a universidade informou que já analisou mais de 1.200 páginas de evidências, incluindo registros das conversas e informações sobre os participantes do grupo. A instituição afirmou que os alunos envolvidos poderão enfrentar sanções disciplinares severas, que vão desde advertências e suspensão até a expulsão da universidade.
A polêmica também atingiu organizações políticas estudantis. O presidente do capítulo local da Turning Point USA, grupo conservador presente em vários campi universitários do país, renunciou ao cargo após a divulgação do escândalo.
Com informações do Miami Herald.
