Estados Unidos

EUA ampliam idade para alistamento e flexibilizam regra sobre maconha em meio a tensões militares no exterior

Mudanças passam a valer em abril e ocorrem após dificuldades recentes para atingir metas de novos soldados

Exército busca atrair candidatos mais velhos e com experiência técnica enquanto ajusta políticas para reforçar efetivo militar. (Foto: Reprodução YouTube)

Os Estados Unidos anunciaram mudanças nas regras de recrutamento do Exército em meio ao aumento da presença militar no exterior, incluindo o envio de cerca de 2.000 soldados da 82ª Divisão Aerotransportada e de fuzileiros navais para o Oriente Médio. A atualização passa a valer em 20 de abril e amplia o alcance das políticas de alistamento.

A principal mudança é a elevação da idade máxima para ingresso, que sobe de 35 para 42 anos. A medida faz parte de uma revisão do Regulamento do Exército 601–210, publicado em 20 de março. A idade mínima permanece em 18 anos, ou 17 com autorização dos pais.

Além disso, o Exército passou a flexibilizar critérios relacionados ao histórico de candidatos. Pessoas com uma única condenação por posse de maconha ou apetrechos ligados ao uso da substância agora poderão se alistar sem a necessidade de dispensa especial do Pentágono, exigida anteriormente.

Com a nova diretriz, o Exército se aproxima de outros ramos das Forças Armadas. Atualmente, Marinha e Força Aérea já aceitam recrutas com mais de 40 anos, enquanto o Corpo de Fuzileiros Navais mantém limite menor, de 28 anos, com exceções.

As mudanças ocorrem após anos de desafios no recrutamento. Em 2025, o Exército conseguiu superar sua meta ao alistar mais de 62 mil pessoas, após ter ficado cerca de 25% abaixo do objetivo em 2022.

Estudos anteriores já apontavam caminhos para ampliar o número de recrutas. Um relatório da RAND, de 2022, indicou que candidatos mais velhos poderiam representar uma nova frente de crescimento, destacando que esse grupo tende a ter boa qualificação e experiência profissional. Por outro lado, o levantamento também apontou taxas mais altas de evasão e menor conclusão do treinamento básico entre recrutas nessa faixa etária.

Segundo Angela Chipman, chefe de ingresso de pessoal militar do Exército, a estratégia também busca perfis mais experientes. “Estamos, de certa forma, buscando um público mais maduro, que possa ter experiência em áreas técnicas”, afirmou ela.

Com informações Fox News.

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