Estados Unidos

Nova pílula para emagrecer promete ampliar acesso e desafiar injeções

O remédio atua na regulação do apetite e da saciedade, assim como Wegovy e Ozempic

A previsão é que o segmento movimente dezenas de bilhões de dólares nos próximos anos, impulsionado pelo aumento da obesidade no mundo e pela crescente demanda por terapias eficazes (Foto: Freepik)
A previsão é que o segmento movimente dezenas de bilhões de dólares nos próximos anos, impulsionado pelo aumento da obesidade no mundo e pela crescente demanda por terapias eficazes (Foto: Freepik)

Desenvolvida pela farmacêutica Eli Lilly, a pílula Foundayo tem como base o composto orforglipron e marca um avanço significativo na chamada nova geração de tratamentos para controle de peso. Diferentemente das opções injetáveis, a inovação é administrada por via oral, o que pode facilitar a adesão de pacientes que evitam aplicações com agulha. O medicamento, aprovado pela Food and Drug Administration (FDA), pertence à classe dos agonistas do GLP-1, hormônios que atuam na regulação do apetite e da saciedade. Essa mesma tecnologia é utilizada em fármacos amplamente conhecidos, como Wegovy e Ozempic.

Um dos principais diferenciais do novo medicamento é a praticidade, pois pode ser administrado em qualquer horário do dia, com ou sem alimentos, sem as restrições comuns de outras formulações orais. Além disso, por ser uma molécula sintética, sua produção tende a ser mais simples e escalável, o que pode impactar positivamente a oferta global. O custo estimado varia entre $ 149 e $ 349 por mês nos Estados Unidos, podendo cair significativamente com a cobertura de planos de saúde. Há expectativa de que programas públicos, como o Medicare, passem a incluir esse tipo de tratamento no futuro.

Estudos clínicos indicam que a Foundayo apresentou perda média de peso entre 7% e 12% do peso corporal ao longo de mais de um ano de uso e traz, como benefícios adicionais, melhora nos índices de glicose, pressão arterial e colesterol. Embora os resultados sejam significativos, eles ainda ficam abaixo dos obtidos pelos injetáveis mais potentes, que podem ultrapassar 20% de redução.

Diante desse cenário, especialistas acreditam que a nova opção não deve substituir completamente os tratamentos atuais, mas sim ampliar o leque de alternativas disponíveis. A tendência é de coexistência entre comprimidos e injeções, permitindo abordagens mais personalizadas.

Assim como outros fármacos da mesma classe, o novo comprimido pode provocar efeitos adversos, principalmente gastrointestinais, como náusea, diarreia e desconforto abdominal. Também existem alertas sobre riscos mais raros, incluindo possíveis alterações na tireoide, o que reforça a necessidade de acompanhamento médico.

Com informações de Reuters e AP News.

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