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Fila por escolas privadas cresce no sul da Flórida

Migração de executivos e famílias de alta renda supera a oferta de ensino privado e cria novo gargalo no sul da Flórida, já afetando até decisões de empresas.

Escolas privadas de elite, como a Greene School, em cidades como Miami e West Palm Beach operam no limite e acumulam listas de espera que podem chegar a anos. Foto: Reprodução Redes Sociais

O sul da Flórida enfrenta pressão crescente no ensino privado de elite. Com a chegada de famílias de alta renda nos últimos anos, escolas em cidades como Miami e West Palm Beach operam no limite e acumulam listas de espera que, em alguns casos, chegam a durar anos.

A demanda foi impulsionada pela migração de executivos de Wall Street e do setor de tecnologia, movimento intensificado com a pandemia. O crescimento populacional, porém, não foi acompanhado pela expansão da oferta de escolas privadas, criando um descompasso na região.

O cenário já impacta decisões corporativas. Empresas relatam dificuldade para transferir profissionais para o sul da Flórida, diante da incerteza sobre vagas em instituições de alto padrão, um fator que passou a influenciar a mobilidade de executivos com filhos em idade escolar.

Diante da escassez, cresce o investimento privado em novos projetos educacionais. O investidor Jeff Greene está entre os que apoiaram a expansão da The Greene School, que oferece infraestrutura com foco em tecnologia e atividades extracurriculares ampliadas. Outros empresários, como Stephen Ross, também já investiram em iniciativas no setor.

As mensalidades dessas instituições variam, em geral, entre $30 mil e $45 mil por ano, patamar semelhante ao de mercados como Nova York e San Francisco. O avanço de novos projetos indica uma tentativa de resposta à demanda crescente em um dos principais destinos de alta renda nos EUA.

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