Sete vítimas da Legacy Imigra já prestaram depoimento às autoridades americanas no âmbito da investigação que apura um esquema de fraude migratória na Flórida. Elas vivem nos estados da Flórida, Carolina do Sul, Connecticut e Nova Jersey e relatam prejuízos entre US$ 2.500 e US$ 26 mil cada uma.
As autoridades afirmam, no entanto, que o número de pessoas afetadas pode ser muito maior. “Acreditamos que possa haver centenas mais”, disse o xerife de Orange County, John Mina.
De acordo com o Gabinete do Xerife de Orange County, o Homeland Security Investigations e a Procuradoria-Geral da Flórida, a investigação levou à prisão de brasileiros apontados como responsáveis pela agência: Vagner Soares de Almeida, seria o fundador da Legacy Imigra, sua esposa Juliana Colucci, e os sócios Ronaldo de Campos e Lucas Felipe Trindade Silva.
Segundo a polícia, o grupo teria operado um esquema baseado em fraudes migratórias e cobrança indevida de clientes. As investigações apontam práticas como pedidos de asilo supostamente irregulares ou fraudulentos, criação de contas de e-mail em nome de clientes sem autorização e retenção de documentos para exigir novos pagamentos.
O caso começou a ser investigado em setembro de 2025, após denúncias encaminhadas à Ordem dos Advogados da Flórida. O esquema pode ter movimentado mais de US$ 20 milhões ao longo dos últimos três anos.
As autoridades também alertam que pedidos de asilo classificados como “frívolos” pela legislação americana podem trazer consequências negativas para futuros processos migratórios. O USCIS recomenda que pessoas que utilizaram os serviços da empresa busquem orientação com advogados de imigração licenciados.
Com informações CNN.
