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Policial penal conhecido como ‘Bonitão’, foragido do Rio, é preso em operação na Flórida

Luciano de Lima Fagundes Pinheiro foi detido em Orlando em ação da DEA com apoio da PF; ele é investigado por atuar em esquema ligado ao tráfico internacional e já tinha histórico de prisões anteriores

Ex-agente brasileiro, que já foi segurança de jogadores e figura em investigações no Rio, foi capturado na Flórida e pode ser deportado ao Brasil após audiência na Justiça americana. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

O policial penal brasileiro Luciano de Lima Fagundes Pinheiro, conhecido como “Bonitão”, foi preso em Orlando (FL) em uma ação da Drug Enforcement Administration (DEA), com apoio da Polícia Federal. Ele era considerado foragido no Brasil no âmbito da Operação Anomalia e tinha o nome incluído na lista de difusão vermelha da Interpol.

De acordo com as investigações, Luciano é suspeito de integrar um núcleo criminoso responsável por negociar vantagens indevidas e atuar na venda de influência em benefício de um traficante internacional de drogas. A operação faz parte da Força-Tarefa Missão Redentor II, que cumpre mandados expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A prisão ocorreu após troca de informações entre autoridades brasileiras e norte-americanas. Ele agora deve passar por audiência de custódia na Justiça dos EUA, que vai decidir sobre medidas como possível deportação ao Brasil.

O histórico de “Bonitão” já vinha sendo investigado. Em 2014, ele foi preso sob suspeita de atuar como informante do traficante Marcelo das Dores, o “Menor P”, da Maré. Na ocasião, as apurações indicaram que ele fazia a ponte entre o criminoso e Antônio Bonfim Lopes, o “Nem da Rocinha”.

Além da atuação policial, Luciano também trabalhou como segurança de jogadores de futebol e ocupou cargos na administração pública. Ele passou pela Secretaria de Administração Penitenciária do Rio e teve vínculo na Assembleia Legislativa do Estado (Alerj) entre 2018 e 2019.

As investigações apontam ainda suspeitas de interferência em processos ligados ao tráfico internacional, incluindo tentativas de atrasar extradições.

Com informações G1.

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