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Ataque em mesquita na Califórnia é investigado como crime de ódio e reacende alerta sobre extremismo nos EUA

Os suspeitos eram dois jovens, de 17 e 18 anos, que chegaram ao local pouco antes do horário das orações do meio-dia usando roupas camufladas e armados

Mesquitas em cidades como Los Angeles, Nova York e Chicago reforçaram medidas de segurança após o atentado (Foto: Reprodução TV)
Mesquitas em cidades como Los Angeles, Nova York e Chicago reforçaram medidas de segurança após o atentado (Foto: Reprodução TV)

Autoridades investigam como possível crime de ódio um ataque a tiros ocorrido na segunda-feira (18) contra a Islamic Center of San Diego, a maior mesquita da região de San Diego, na Califórnia. Os suspeitos eram dois jovens, de 17 e 18 anos, que chegaram ao local pouco antes do horário das orações do meio-dia usando roupas camufladas e armados.

O atentado deixou três mortos e vários feridos, e entre as vítimas está um vigilante da mesquita identificado como Amin Abdullah, apontado por autoridades e testemunhas como responsável por evitar um massacre ainda maior. Segundo relatos preliminares, ele tentou conter os atiradores e orientar a evacuação do prédio durante os primeiros disparos. Centenas de crianças que estavam em uma escola dentro do complexo foram retiradas em segurança e sem ferimentos.

Os dois suspeitos foram encontrados em um carro após cometerem suicídio. De acordo com as autoridades, havia materiais contendo mensagens anti-islâmicas e conteúdos ligados a discursos radicais no veículo utilizado pelos adolescentes. Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi o fato de a mãe de um dos jovens ter acionado a polícia poucas horas antes do atentado. Segundo a Associated Press, ela relatou que o filho enfrentava uma crise emocional e havia deixado a residência armado. Equipes policiais já procuravam os adolescentes quando receberam as primeiras chamadas de emergência vindas da mesquita.

O episódio ampliou as discussões sobre a radicalização de jovens pela internet e a disseminação de discursos de ódio em plataformas digitais. Investigadores analisam computadores, celulares e perfis online dos suspeitos para determinar se houve influência de grupos extremistas.

Dados mais recentes do FBI mostram que crimes de ódio motivados por religião continuam em níveis historicamente elevados nos Estados Unidos. Em 2024, o país registrou 11.679 ocorrências desse tipo, sendo 23,5% relacionadas à intolerância religiosa. Os casos antissemitas atingiram recorde histórico, com 1.938 registros, o equivalente a quase 70% de todos os crimes religiosos catalogados pelas autoridades federais. Já os ataques contra muçulmanos somaram 228 ocorrências no mesmo período.

Com informações da Associated Press.

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