Carlos Wesley Esportes

Brasil inicia caminhada rumo ao hexa com a esperança renovada

Estreia é neste sábado e pesquisa mostra que cresceu o número de torcedores confiantes no título

Raphinha é uma das armas da Seleção na Copa (Foto: Vitor Silva/CBF/Wikimedia)
Raphinha é uma das armas da Seleção na Copa (Foto: Vitor Silva/CBF/Wikimedia)

Não há como negar que o ciclo desde o último mundial foi turbulento, com derrotas históricas e a pior colocação na tabela das eliminatórias da América do Sul – isso sem falar na mudança de comando da CBF e na dança das cadeiras dos quatro técnicos que dirigiram a Amarelinha neste período. Mas isso ficou para trás, e a Seleção Brasileira faz, neste sábado, sua estreia na Copa do Mundo de 2026 diante de Marrocos, em Nova Jersey, com a esperança renovada. É o pontapé inicial da busca pela tão sonhada sexta estrela na camisa.

Uma pesquisa mostrou que 35% dos torcedores acreditam no hexa, número bem superior ao registrado em estudo semelhante feito há pouco mais de um mês. Como explicar a mudança de ânimo dos brasileiros com a Seleção? Uma razão é bem simples: o clima de Copa do Mundo é realmente contagiante, aquecido pelas inúmeras campanhas publicitárias em todos os meios de comunicação. Para se ter uma ideia, os ativos de marketing em todo o mundo devem gerar mais de $11 bilhões em investimentos de mídia somente entre junho e julho.  No entanto, a equipe do Mr. Ancelotti também tem feito a sua parte nesse sentido.

Não que eu considere que o time tenha jogado assim tão bem nos últimos amistosos, mas porque os jogadores têm demonstrado um mix de confiança sem perder a humildade, digno de um esquadrão pentacampeão mundial. Não temos mais o melhor futebol do mundo, porém a nossa camisa tem peso e pode, sim, fazer a diferença. O favoritismo da França, Espanha e Argentina é indiscutível, mas o Brasil (assim como Portugal e Inglaterra) pode surpreender, até porque estamos falando de uma competição de tiro curto e jogos eliminatórios, decididos muitas vezes nos pequenos detalhes.

Se depender de estatísticas, o primeiro confronto contra o Marrocos terminará com vitória verde e amarela. Apesar da excelente fase da equipe Africana, que ocupa a 8ª posição no ranking da Fifa, o Brasil não perde uma partida de estreia em Copas desde 1934. De lá para cá, foram 20 jogos inaugurais, com 17 vitórias e apenas três empates, desempenho que representa aproveitamento superior a 80%. Na última edição, disputada no Catar, os brasileiros começaram a campanha vencendo a Sérvia por 2 a 0. Também levamos vantagem no confronto direto ao longo da história: em três partidas contra os marroquinos, foram duas vitórias e uma derrota.

Mas, nesse momento, os números não valem nada. O que realmente conta é o desempenho do time dentro das quatro linhas – e talento temos de sobra, precisamos apenas adaptar a identidade do futebol canarinho à nova realidade de jogo coletivo, intensidade e dedicação tática. O Brasil deve iniciar o jogo com uma formação mais conservadora, que ainda não foi confirmada pela comissão técnica: com Alisson no gol e a defesa com Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alexsandro; no meio-campo, Casemiro e Bruno Guimarães devem ganhar a companhia de Lucas Paquetá; já o ataque deverá ser formado por Raphinha, Vini Jr e Matheus Cunha.

Neymar, ainda contundido, deve estrear só na segunda rodada da fase de grupos, contra o Haiti, na Filadélfia. O terceiro adversário desta primeira etapa é a Escócia e a partida será no Hard Rock Stadium, em Miami. Aliás, para este jogo no sul da Flórida, no dia 24 de junho, ainda há ingressos disponíveis… a uma bagatela de $3 mil, o mais barato. 

Como foi antes nesta matéria, o torcedor brasileiro está fazendo a sua parte: acreditar, exatamente como aconteceu em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002. Que venha o hexa!

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