O Miami Stadium, nome usado pela FIFA para o Hard Rock Stadium na Copa do Mundo, está entre as sedes do torneio mais expostas ao calor extremo. Depois de receber a primeira partida na segunda (15), o estádio volta a ter jogo no domingo (21) e vai sediar mais cinco confrontos, incluindo a disputa pelo terceiro lugar, em 18 de julho.
Uma análise da Climate Central coloca Miami ao lado de Houston, Cidade do México e Guadalajara entre os locais onde episódios de calor extremo são mais frequentes nos meses de junho e julho. Em Miami, esses dias são hoje cerca de sete vezes mais comuns do que no período da Copa de 1994.
O risco não depende só da temperatura registrada nos termômetros. O índice WBGT, utilizado para medir o estresse térmico, também considera umidade, exposição ao sol e circulação do ar. A umidade elevada do Sul da Flórida dificulta a evaporação do suor e reduz a capacidade do corpo de se resfriar, o que compromete o desempenho e aumenta o risco de exaustão e insolação.
A FIFA adotou pausas obrigatórias de três minutos aos 22 minutos de cada tempo em todas as partidas, independentemente das condições climáticas. Em Miami, os torcedores também podem entrar no estádio com uma garrafa plástica de água lacrada de até 20 ounces, cerca de 590 ml.
Miami-Dade informou que instalou estações de resfriamento, áreas de hidratação, caminhões com água e equipamentos de nebulização para atender torcedores e trabalhadores. Médicos alertam que o risco não se limita aos jogadores e também atinge árbitros, funcionários e pessoas nas arquibancadas.
