A Bauducco reuniu lideranças corporativas e autoridades na abertura oficial de sua nova unidade fabril, no Condado de Pasco, região metropolitana de Tampa Bay. O empreendimento, que recebeu um aporte financeiro de $ 200 milhões, marca uma reestruturação na estratégia de internacionalização da empresa. Erguida em um terreno de 72 acres no Zephyrhills Airport Industrial Park, a fábrica inicia as operações com 160 mil pés quadrados de área construída e capacidade para expansões futuras de até 1,2 milhão de pés quadrados.
A escolha pela Flórida para sediar a nova planta ocorreu devido à sua infraestrutura logística, ao ambiente de negócios favorável e à proximidade com grandes eixos de distribuição marítima e terrestre. O processo de seleção técnica avaliou mais de 160 áreas em sete estados americanos. De acordo com Stefano Mozzi, CEO da Bauducco USA, a unidade foi desenhada para se transformar em um polo global de exportações.
“Esta fábrica nos dá agilidade para atender não apenas à forte demanda interna dos Estados Unidos, mas também para servir como plataforma de exportação para a Europa, Ásia e demais países das Américas”, declarou o executivo.
A prefeita de Zephyrhills, Melonie Bahr Monson, celebrou a instalação da companhia brasileira, destacando que a operação deve gerar até 600 empregos diretos, movimentando os setores de serviços, logística e engenharia de alimentos da comunidade local.
A estratégia de operação foi estruturada em três fases progressivas até o fim da década. Na primeira fase, iniciada no dia 26 de junho, a linha de produção está concentrada na fabricação de Wafers. Já a segunda etapa, prevista para o último trimestre do ano, contemplará a produção local de Mini Panettones e Chocottones, segmentos que detém 86% do mercado. Todo o volume comercializado era produzido nas fábricas brasileiras, e a iniciativa visa quebrar as barreiras de sazonalidade e consolidar o produto no hábito de consumo diário do americano.
Até 2030, a terceira fase projeta a expansão do portfólio de biscoitos e torradas na planta e a consolidação de uma malha logística própria, além de proteger a operação da volatilidade cambial.
