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Mortes por afogamento de crianças disparam na Flórida

Nos Estados Unidos, essa é a principal causa de óbitos por lesões não intencionais entre menores de 5 anos

Entre crianças de 1 a 4 anos, o risco de morte por afogamento é superior ao de acidentes de trânsito (Foto: Freepik)
Entre crianças de 1 a 4 anos, o risco de morte por afogamento é superior ao de acidentes de trânsito (Foto: Freepik)

As férias de verão, tradicionalmente associadas ao aumento do turismo na Flórida, também marcam o período mais crítico para acidentes em piscinas no estado. Antes mesmo do início oficial do pico da temporada, autoridades já contabilizam cerca de 50 mortes por afogamento de crianças em 2026. O caso mais recente ocorreu em Kissimmee, na região metropolitana de Orlando, e resultou na morte das gêmeas Parker e Paisley Sandidge, de 5 anos.

Moradoras de Riverdale, no estado da Geórgia, elas chegaram à Flórida durante a madrugada, acompanhadas por duas famílias. Segundo o Gabinete do Xerife do Condado de Osceola, o grupo utilizou a piscina logo após a chegada e, em seguida, todos foram dormir. Horas depois, os adultos saíram para comprar alimentos, deixando as crianças sob os cuidados de um adolescente de 15 anos. De acordo com a investigação, o garoto voltou a dormir e, nesse intervalo, as irmãs tiveram acesso à área da piscina. Uma terceira criança que estava na residência encontrou as meninas submersas e inconscientes.

Equipes do Corpo de Bombeiros realizaram manobras de reanimação e transportaram as vítimas de helicóptero para o hospital, mas ambas morreram poucas horas depois. O Instituto Médico Legal concluiu que as mortes foram causadas por afogamento acidental. Segundo a capitã Kim Montes, porta-voz do Gabinete do Xerife de Osceola, a residência possuía uma cerca de proteção ao redor da piscina, como ocorre na maioria das casas de aluguel por temporada da região. As autoridades apuram se a barreira estava devidamente fechada quando as crianças tiveram acesso à água.

Nos Estados Unidos, o afogamento é a principal causa de morte por lesões não intencionais entre crianças de 1 a 4 anos, e a maioria dos casos ocorre em piscinas residenciais. Especialistas explicam que crianças pequenas dificilmente conseguem pedir ajuda quando começam a se afogar. Em poucos segundos, a perda da capacidade de respirar e de manter a cabeça acima da água impede qualquer reação perceptível para quem está mais distante.

Autoridades da Flórida defendem que a prevenção depende da adoção de diferentes medidas de proteção. Entre elas estão cercas de isolamento com, no mínimo, 1,20 metro de altura e portões de fechamento automático; alarmes em portas e janelas que dão acesso à piscina; aulas de adaptação ao meio aquático desde os primeiros anos de vida; treinamento em reanimação cardiopulmonar (RCP) para pais e cuidadores; e, principalmente, supervisão permanente das crianças sempre que houver água por perto.

Os condados de Orange, Osceola, Palm Beach, Broward e Miami-Dade figuram, historicamente, entre os que registram o maior número de ocorrências, reflexo da elevada concentração de piscinas residenciais, condomínios, hotéis e casas destinadas ao turismo.

Com informações da CNN, Miami Herald, Tampa Bay Times e FOX 35.

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