Dois moradores do estado de Nova York relatam ter sido procurados por agentes federais depois de publicarem críticas ao Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE) na internet.
Um deles é David Streever, morador de Rochester. Enquanto viajava pela Finlândia, dois agentes foram até a casa dele e entregaram à esposa uma notificação informando que um e-mail enviado por ele meses antes havia sido interpretado como ameaça. Na mensagem, Streever fazia duras críticas ao então diretor interino do ICE, Todd Lyons, após um agente da agência matar a tiros uma manifestante em Minneapolis.
Ele entrou com processo na Justiça alegando violação à Primeira Emenda, que garante a liberdade de expressão.
O segundo caso envolve Paigelynne Gonyea, de Syracuse, abordada por agentes federais no seu local de trabalho, durante as eleições primárias do estado. Ela acredita que a visita foi motivada por publicações nas redes sociais sobre o mesmo agente envolvido na morte em Minneapolis.
O Departamento de Segurança Interna afirma que Gonyea também teria divulgado o endereço residencial do agente, o que pode configurar crime federal.
A Procuradoria-Geral de New York informou que acompanha os dois casos.
