O Brasil bateu recorde histórico no Henley Passport Index, ocupando a 16ª colocação global ao lado da Argentina. O passaporte brasileiro permite acesso sem visto prévio a 169 países e territórios dos 227 avaliados pelo índice.
É a melhor colocação do país desde 2018, puxada pela expansão de acordos internacionais e pela livre circulação garantida pelo Mercosul, que permite aos cidadãos dos países membros viajar entre si usando apenas um documento de identidade válido, como o RG.
Na região, só o Chile aparece à frente de Brasil e Argentina, ocupando o 14º lugar com acesso a 174 destinos. No topo da lista mundial, quem manda é Singapura, líder isolada pelo terceiro ano seguido, com acesso a 192 dos 227 destinos rastreados pelo índice.
O contraste vem do outro lado do ranking. Os Estados Unidos aparecem na 10ª posição, empatados com a Islândia, com acesso a 180 destinos — bem abaixo do início do índice, quando o país chegou a estar entre os três primeiros colocados globais, há duas décadas.
O problema americano vai além do ranking. Os EUA permitem a entrada sem visto de apenas 46 outras nacionalidades, o que os coloca na 73ª posição no Henley Openness Index, atrás de boa parte da Europa e da América Latina. Na prática, o americano viaja livre por quase todo o planeta, mas o próprio país impõe barreiras rígidas a quem quer entrar nele. A consultoria ainda destaca que os Estados Unidos são um dos poucos países do topo do ranking cujos cidadãos ainda precisam de visto para visitar a China.
