Uma mudança proposta para o Censo de 2030 pode transformar a maneira como a população dos Estados Unidos é contada e deixar milhões de imigrantes fora de uma das contagens mais importantes do país.
Pelas novas regras apresentadas pelo Census Bureau, cidadãos americanos e residentes permanentes continuariam sendo considerados na população usada para definir quantas cadeiras cada estado recebe na Câmara dos Representantes. Já imigrantes sem documentos e estrangeiros que não tenham residência permanente ficariam de fora.
A proposta também prevê a inclusão de uma pergunta sobre cidadania. Para conferir quem entraria na contagem, o governo pretende recorrer a informações administrativas e registros de diferentes órgãos federais.
Outra mudança significativa seria a retirada das perguntas sobre raça e etnia. Essas informações fazem parte do Censo americano desde 1790, embora a forma de perguntar e classificar a população tenha mudado muitas vezes ao longo da história.
O impacto pode ir muito além do questionário preenchido pelas famílias. Os números do Censo são usados para definir a representação dos estados no Congresso e influenciam decisões sobre a distribuição de recursos públicos. Por isso, estados com grandes populações de imigrantes estão entre os que podem sentir mais os efeitos da mudança.
As novas regras ainda não estão valendo. A proposta foi aberta para comentários públicos e deve enfrentar questionamentos judiciais antes do Censo de 2030.
