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Flórida registra aumento de casos de hanseníase e autoridades investigam possível relação com tatus

Doença rara nos EUA voltou a chamar atenção após aumento de casos e investigações sobre transmissão local

Autoridades investigam o possível papel dos tatus-de-nove-bandas na transmissão da hanseníase em algumas regiões da Flórida. (Foto: ALAN SCHMIERER/Wikimedia Commons)

Uma doença considerada rara nos Estados Unidos voltou a chamar atenção na Flórida após um aumento no número de casos registrados nos últimos anos.

O estado contabilizou 17 diagnósticos de hanseníase em 2026 até agora, principalmente na região central. Em 2025, foram 36 casos, o maior número anual desde que a Flórida começou a acompanhar a doença, em 1992.

Enquanto os casos diminuíram em outras partes do país, a Flórida segue na contramão e concentra a maior quantidade de registros. Estão concentrados principalmente na região central da Flórida, incluindo áreas entre Tampa e Orlando, ao longo do corredor da Interstate 4.

As autoridades investigam o possível papel dos tatus-de-nove-bandas, animais que podem carregar a bactéria Mycobacterium leprae, causadora da hanseníase. Por isso, a recomendação é evitar tocar nesses animais, principalmente quando estiverem mortos ou aparentarem estar doentes.

A doença pode causar manchas na pele com perda de sensibilidade, dormência e fraqueza nas mãos e nos pés. A transmissão entre pessoas geralmente ocorre após contato próximo e prolongado com alguém infectado sem tratamento.

Apesar da preocupação, a hanseníase tem cura e é tratada com antibióticos. As autoridades orientam que qualquer alteração persistente na pele ou perda de sensibilidade deve ser avaliada por um médico.

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