O Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos (ICE) prendeu 49.571 pessoas em julho, o maior número registrado em um único mês desde o início do segundo mandato de Donald Trump. O total foi 15% superior ao de junho, quando 43.021 pessoas foram detidas, e 70% maior que o registrado em fevereiro.
Texas e Flórida responderam, juntas, por quase 20 mil das detenções realizadas pela agência em julho, tornando os dois estados peças centrais da estratégia de fiscalização migratória do governo Trump.
O número de prisões vinha crescendo desde junho, quando ultrapassou 43 mil. Antes da posse de Trump, a agência registrava pouco mais de 8 mil detenções por mês. Em dezembro, o total já havia passado de 40 mil, antes de cair para cerca de 29 mil em fevereiro e voltar a subir nos meses seguintes.
O aumento ocorre em meio à expansão dos acordos 287(g), que permitem que forças policiais estaduais e locais trabalhem em parceria com o governo federal na aplicação das leis de imigração. Texas e Flórida estão entre os estados que mais ampliaram esse tipo de cooperação.
A alta nas detenções também coincide com o reforço da estrutura da agência após a aprovação de bilhões de dólares em novos recursos pelo Congresso. O órgão contratou cerca de 12 mil novos agentes de deportação e investigação, ampliando sua capacidade de fiscalização.
