Grace Stephanie Calero Cabanilla, 39, e sua filha, Giulianna Mía Carriel Calero, 19, foram presas por agentes de imigração após receberem atendimento médico em um hospital de Poinciana, na Flórida. As equatorianas ficaram feridas depois que o veículo em que estavam se envolveu em um acidente de trânsito e capotou diversas vezes.
Elas foram levadas de ambulância para o HCA Florida Poinciana Hospital, onde receberam atendimento médico. Enquanto estavam na unidade, agentes do escritório do xerife do condado de Polk, que investigavam o acidente, descobriram que ambas teriam ultrapassado o período autorizado de permanência nos Estados Unidos. O Departamento de Segurança Interna (DHS) informou que as duas entraram legalmente no país, mas, por excederem o prazo de permanência, passaram a estar sujeitas às medidas de fiscalização migratória.
A família afirma que Grace possui autorização de trabalho e aguarda uma resposta sobre um pedido de asilo em andamento. Segundo os parentes, Giulianna teria um visto válido até 2030. A família também ressalta que não há indicação de que as duas mulheres tenham antecedentes criminais.
Imagens registradas por familiares e divulgadas nas redes sociais ampliaram a repercussão do caso. O vídeo mostra Grace sendo algemada, enquanto a filha, deitada em uma cama hospitalar e vestindo uma camisola, tenta segurá-la e chora. A tia da jovem, Gia Calero, relatou que Giulianna teve uma convulsão após assistir à retirada da mãe e precisou ser socorrida.
Hospitais deixaram de ser considerados áreas protegidas
Em janeiro de 2025, o presidente Donald Trump revogou orientações que restringiam a fiscalização migratória em determinados locais considerados sensíveis, como hospitais, escolas e igrejas. A mudança ampliou a margem para que agentes federais realizem operações nesses espaços.
A alteração provocou críticas de entidades que defendem os direitos dos imigrantes e de grupos ligados à área da saúde. A preocupação é que pessoas sem status migratório regular deixem de procurar atendimento médico ou de denunciar crimes e acidentes por medo de serem identificadas e detidas.
Com informações da CNN, The Guardian e Yahoo.com.
