Ser deportado dos Estados Unidos nem sempre significa voltar ao país de origem. Brasileiros já foram enviados para nações africanas dentro de uma estratégia do governo Trump para retirar dos EUA estrangeiros que, por decisão judicial, não podem ser devolvidos a seus países.
Um dos casos é o de Paola Santos, mineira de 21 anos. Depois de mais de um ano sob custódia migratória, ela foi colocada em um voo e levada para a Libéria. Segundo seu relato, só soube que estava na África quando desembarcou.
Já Pietro Graza de Lima, brasileiro que morava na Flórida, teve outro percurso. O voo também seguia para a Libéria, mas ele e outros estrangeiros se recusaram a desembarcar. O grupo acabou levado para a Guiné Equatorial.
Os episódios fazem parte de uma política mais ampla. A Libéria, por exemplo, concordou em receber até 1.200 deportados de outras nacionalidades ao longo de um ano. Os EUA também negociaram arranjos semelhantes com outros países africanos.
