O caso do brasileiro Alex Pereira Alves, detido pelo ICE na Califórnia, ganhou um novo capítulo. Depois de conseguir proteção na Justiça para não ser deportado ao Brasil, ele agora tenta retornar voluntariamente ao país e evitar ser enviado para a Guiné Equatorial, na África.
Como o AcheiUSA mostrou em agosto, Alex foi preso após comparecer a um check-in de imigração em Los Angeles. Ele vive nos Estados Unidos desde 2010 e tem uma ordem final de remoção desde 2018. Na época, porém, um juiz concedeu uma proteção que impede sua deportação ao Brasil, após o brasileiro alegar que sofria perseguição por ser gay.
Agora, segundo a defesa, Alex afirma que a situação mudou e que se sentiria seguro voltando ao Brasil. A advogada Jane Oak propôs à Justiça que ele seja libertado para deixar os Estados Unidos por conta própria. A defesa se comprometeu a comprar a passagem e comprovar sua saída em até 48 horas.
A alternativa seria evitar que Alex seja enviado à Guiné Equatorial, país africano com o qual ele não tem vínculos. O governo dos EUA tem utilizado países terceiros como destino de alguns imigrantes que possuem ordem de remoção, mas não podem ser devolvidos ao país de origem.
Alex permanece detido no centro de imigração de Adelanto, na Califórnia, enquanto aguarda uma decisão.
